| Transibérico 2009 equipa nº 55 |
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| Escrito por Luis Miguel Ferreira | |
| 23-Jun-2009 | |
![]() Um primeiro agradecimento aos nossos patrocinadores, Team Solar do Bitoque/ProTT Solar do Bitoque, ProTT, Super Bock, Pepsi, CS-Peças Auto, Duo Hotel, Petroqueima, Prata Sport, Stand Fino. "A quarta equipa Mazda na estrada é a dupla Rui Lopes/Luís Ferreira. O piloto que faz aqui no Transibérico a sua estreia, tem demonstrado que está cada vez mais à vontade com a BT 50, evoluindo km após km. O piloto apoiado pela Fino, ocupa o 21º lugar, tem imprimido um ritmo regular e eficiente conseguindo evitar todas as armadilhas de tão difícil prova, dando indícios claros de que à que contar com ele para o futuro." - extracto do press office do desfio elf mazda
Sem duvida que uma estreia na mais dura prova realizada em Portugal, e para mais este ano sobre condições climatéricas extremas (47º exteriores) na zona de Castelo Branco, não nos foi fácil. Integramo-nos com todos os procedimentos sobretudo com os horários de prova, dormindo durante 4 dias uma media de 3 a 4 horas por dia, Verificações Técnicas, Cartas de Controle, Road-Book de competição, começámos a controlar a nossa ansiedade, ganhámos resistência física, e os resultados começaram a surgir. Contudo fomos evoluindo todos os dias, mais não seria de esperar para uma equipa que ficou conhecida pelos 3 em 1 no transibérico ou seja, carro, piloto e navegador à estreia em competição. No 1º dia, depois de um despertar pelas 3.00h da manhã, controlá-mos no Casino o Estoril pelas 5.00h e segui-mos em direcção a Abrantes, aqui realizá-mos o reconhecimento do prologo a pé num total de 2.300 metros, tirando a conclusão de um prologo bastante rápido. E assim foi, suprendemos toda a equipa com o tempo conseguido, deixando mesmo alguns carros bem mais potentes a partir para SS1 atrás de nós. Conduzi-mos bem durante os primeiros 50Km, depois veio a quebra física associada ao calor sentido, onde o Rui aos 80 km já tinha consumido toda a agua disponível para os 182Km da especial, eu já só ditava a notas essenciais, e só volta-mos a moralizar a 10Km do final, acreditem que foi o dia mais difícil para a nossa equipa. No 2º dia voltá-mos a controlar pelas 5.00h da manhã e dirigimo-nos em direcção a espanha para realizar a SS2 e SS3 num total de 142Km cada, ambas disputadas em montanha sendo as pista muito exigente e trabalhosas com grandes precipicios, muita pedra a criar desgaste nos carros e muito sinuosas a criar desgaste nas equipas, aqui começá-mos a ganhar alguma resistência física e a moral voltou a animar as tropas. poupámos a viatura sempre que possível e o resultado foi subir mais uns lugares à geral. No 3º dia novamente 5.00h da manhã e lá estávamos a controlar, dirigimo-nos de Merida para Mora onde inicia-mos as SS5 e SS6 212Km cada, a pista começou a ser bem mais rápida, e menos dura para a equipa pois também a forma física já era melhor, na SS5 por volta do Km 11 cai-mos numa vala e partiu-se o apoio do diferencial rodá-mos até final poupando a viatura, esta etapa foi a que causou mais desistências no pelotão da frente (Filipe Campos, Carlos Sousa, Miguel Barbosa etc). Na SS6 ficá-mos sem tracção dianteira pois partiu-se uma transmissão vitima da avaria anterior, o que não impediu de rolar-mos cada vez mais depressa e atingir velocidades mais altas, resultado subi-mos mais uns lugares à geral. ![]() No 4º dia para variar, 6.00h da manhã e partimos para as ultimas duas especiais SS7 e SS8 um total de 153 Km cada, especiais estas muito rápidas com bom piso e uma excelente condução. Na SS7 realiza-mos uma boa média de 67,4km/h e termina-mos sem problemas no carro. A expectativa de terminar o transiberico era alta já só faltava a SS8, os parabéns pela boa participação surgiam de vários lados a moral estava em alta, auto confiança também e assim entrá-mos na SS8 a melhorar o nosso tempo, e sem dar conta fomos traídos por uma esquerda mais fechada entre vedações onde capotá-mos. Embora o resultado tenha sido positivo, não foi o desejado pois fruto da inexperiência neste tipo de provas, cai-mos na armadilha, uma saída de pista a 100km do final de uma prova de 2.263Km, acabou com o sonho de terminar o Rali Transibérico. Quero no entanto deixar uma palavra de agradecimento ao Zé Pereira, Nuno e Osvaldo da ProTT e ao Luís Marques que foram imparáveis durante 4 dias e que tudo fizeram para que fosse possível acabar a prova. Na próxima prova do Campeonato Nacional de Todo-Terreno em Setembro lá estaremos, até breve! Cumprimentos Luís Ferreira 1 dia - 34º lugar à geral e 6º no desafio elf/mazda 2 dia - 25º lugar à geral e 5º no desafio elf/mazda 3 dia - 21º lugar à geral e 4º no desafio elf/mazda |
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| Actualizado em ( 04-Dez-2009 ) |
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